Instalar um carregador de veículo elétrico não é ligar um aparelho na tomada. É acrescentar à instalação uma carga alta que fica ligada por horas seguidas, quase sempre à noite, muitas vezes num ponto distante do quadro. É por isso que a conversa começa pela infraestrutura elétrica, e não pelo modelo do wallbox.
Tomada comum não é opção
Carregar pela tomada de 10 A, o chamado carregamento de emergência, funciona, mas é lento e exige um circuito exclusivo em bom estado. Ligar o carro em tomada compartilhada, com extensão ou em instalação antiga é receita para aquecimento no ponto de conexão. Como a carga fica horas puxando corrente, qualquer contato ruim vira calor acumulado.
Primeiro: a casa aguenta?
Um wallbox residencial típico soma entre 7 kW e 22 kW à demanda da casa. Antes de qualquer compra, o que precisa ser avaliado é:
- A carga disponível no padrão de entrada. Em muitos casos é necessário solicitar aumento de carga à concessionária, o que muda prazo e custo do projeto.
- Se a alimentação é monofásica, bifásica ou trifásica. Isso limita a potência de carregamento possível.
- O estado do quadro. Quadro cheio, sem espaço para disjuntores, costuma exigir substituição ou um quadro dedicado na garagem.
- A distância até o ponto. Percurso longo pede cabo de seção maior para não haver queda de tensão nem aquecimento.
Proteções específicas
O circuito do carregador é exclusivo e precisa de proteção própria. Além do disjuntor dimensionado para a corrente do equipamento, o ponto que mais gera dúvida é o dispositivo diferencial: carregadores podem gerar corrente de fuga contínua, que o DR comum não detecta.
Por isso, ou se usa um DR do tipo adequado a esse fenômeno, ou se usa um wallbox que já traga essa proteção integrada e declarada pelo fabricante. Ignorar esse detalhe compromete justamente a proteção contra choque.
Aterramento é o outro item inegociável. Carcaça metálica, cabo longo e uso em área externa formam o cenário em que aterramento correto deixa de ser recomendação técnica e passa a ser segurança de quem manuseia o conector.
Escolher o wallbox
Com a infraestrutura definida, o equipamento fica mais simples de escolher. Vale observar:
- Potência compatível com a alimentação disponível e com o carregador de bordo do carro, que é quem limita a velocidade em corrente alternada;
- Conector padrão Tipo 2, adotado pelos veículos vendidos no Brasil;
- Grau de proteção adequado se o ponto ficar exposto a chuva e poeira;
- Ajuste de corrente, útil para adequar o consumo à instalação;
- Balanceamento de carga, que reduz a potência do carregamento quando a casa está consumindo muito, evitando desarme geral;
- Agendamento, para carregar no horário de tarifa mais barata.
Condomínio tem etapa extra
Em garagem coletiva entram outras questões: de onde sai a alimentação, como o consumo é medido e rateado, e o que a convenção do condomínio prevê. Projetos que preveem a infraestrutura para várias vagas desde o começo, mesmo instalando poucos pontos agora, saem bem mais baratos que abrir a garagem duas vezes.
Instalação com projeto e responsável técnico
Carregamento veicular é uma das poucas cargas residenciais que trabalha perto do limite por horas. Projeto elétrico, dimensionamento de condutores, proteção correta e execução por profissional habilitado são o que separa uma garagem preparada de um risco silencioso.
A ALLIGARE avalia a instalação, dimensiona o circuito e instala carregadores para veículos elétricos em residências e condomínios. Fale com nossa equipe antes de comprar o equipamento.